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sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Salão maluco!
Salão maluco pra todos! E fica cada dia mais maluco esse salão... Já tô me acostumando a ver homens andar de mãos dadas na rua, comprimentar com beijos no rosto (eu disse acostumando a ver! a ver!), dizer "salão maluco" pras pessoas na rua... o que eu não entendo é porque o shopping é exclusivamente para famílias nos fins de semana (!?).
templo para a Isha - última prece às 20:30. Aceitei, afinal tinha curiosidade de conhecer. O local é bem simples, sem imagens, só um grande tapete com linhas onde todos ficam lado a lado. Existe sim um orador que conduz a cerimônia, e dura uns 15 minutos. Depois ele disse que qualquer um pode entrar (desde que respeite, claro), e me explicou mais sobre o significado de tudo aquilo. Até pensei que era um esforço para converter mais um, mas depois entendi que ele é mesmo preocupado em desmentir a má idéia que todos os ocidentais têm sobre o Islã. Brinco bastante com os costumes daqui, mas entendo que isso faz parte da cultura e também envolve diferentes conceitos de igualdade e justiça. Não dá pra julgar.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Post meio cabeça
Aí fui pra rua, e vi os lojistas e clientes na rua, parados, sentados nos bancos... O pior foi depois, apareceu a viatura da tal "polícia religiosa" passando devagar, checando se tá tudo fechado e rezando num megafone. Eles ainda pararam o caro para chamar a atençao de uma moça que tava sem o véu no rosto! Ah não, vergonhoso... sinceramente não gosto desta imposição. É algo polêmico aqui. Os brasileiros que encontrei da outra vez, me disseram que mesmos os amigos árabes deles acham um exageiro, e que isto não deve se sustentar por muito tempo. Riyadh tá crescendo muito rápido e muitos estrangeiros estão vindo. Bom, o tempo dirá e eu não estarei aqui pra ver.
Existem outras coisas que poderíamos aprender daqui também, e uma delas é a segurança. Aqui parece não ter perigo algum, mesmo aparentando claramente estrangeiro e andando de noite nas ruas. A criminalidade aqui é baixa, pelo menos que eu saiba, muito graças às rigorosas penas, o que na minha opinão não se justifica, mas que enfim, funciona. Outra coisa é o dates :)

terça-feira, 14 de julho de 2009
Celular, brasileiros e falafel
Olha só agora tenho celular com chip daqui pra quem quiser me ligar, ok? :)
Ganhei um chip daqui mas meu celular é bloqueado, então tive que comprar outro. Perguntei pro Ala'a que trabalha comigo, onde eu ia achar um baratinho e ele me deu o endereço. Chegando lá é como uma 25 de Março de celulares, com um monte de aparelho usado. Mas não teve jeito de negociar não, era só eu abrir a boca e eles descobrirem que sou gringo e cobrar caro. Acabei voltando e comprando um novinho no shopping pelo mesmo preço do usado lá.
O melhor foi na volta, pegar um taxi com um cara que não falava nada de inglês. Mesmo assim ele tava muito afim de conversar... coitado, dava dó de ver ele tentando montar uma frase, hehe. Começava a falar uma palavra em inglês, depois passava para o árabe, parave me olhando como se eu adivinhasse e depois fazia "tsc" todo desapontado... Mas deu pra comunicar minimamente por gestos e dizer meu nome e que sou brasileiro. Aliás aqui o pessoal adora o Brasil! Quando falo de onde sou posso esperar que o próximo assunto é futebol... É fácil achar camisa da seleção brasileira aqui. Ae galera tamo com a moral uhúl!
Ontem fui comprar uma capinha para minha câmera e como sempre chegando lá na loja bati com a porta na cara porque era hora da prece (eu sempre esqueço). Dei mais uma voltinha e quando voltei na loja tinha algumas pessoas esperando abrir e batendo papo. Então notei que uma das conversas soava familiar, e era mesmo português! Interrompi na hora os dois brasileiros, e conversamos um tempão. Werner e Reinaldo, dois ex-pilotos da VARIG que trabalham agora pra uma companhia de aviação chamada SAMA. Eles moram em Bahrein mas trabalham aqui. Ainda tiraram onda comigo me perguntando se tinha provado a cerveja daqui, daí me disseram que realmente é proibido como outra droga qualquer.
Os dois brasileiros me esclareceram outras coisas, que me deixavam maluco tipo: como assim nenhuma lanchonete ou restaurante fica aberto da 12:30 à 1:00 mesmo com filas na porta? Só faz sentido depois de saber que existe uma polícia religiosa que fiscalisa todos os estabelecimentos nos horários das preces - fechar é obrigatório. Também entendi porque mesmo as estrangeiras usam estas roupas pretas em todo lugar - existe sim fiscalização para isso também! Que coisa não? Enfim foi ótimo conhecer os brasileiros, pena que não dá pra marcar um refrigerante na lanchonete da esquina né?
E ontem na volta pra casa, já tarde da noite resolvi enfrentar meus medos e pedir algo no "restaurante" do quarteirao de baixo. O lugar não é o que podemos chamar de agradável nem de limpo, o dono não é, digamos, muito bem apessoado e muito menos o cozinheiro. Mas eu tinha que jantar. No cardápio tem até fígado, mas vi que também tem sanduíche de falafel (um bolinho de grão de bico). Pedi um grande e não acreditei quando o cara me disse que era 3 Riyales (tipo 1,50R$?) - que medo. E o melhor de tudo é que é uma delícia hehehe, muito gostoso, recheado com bastante falafel, salada, ovo cozido, e até batata frita dentro (!), em um pão sírio muuuito gostoso. Êita nois! Nem precisa falar o que eu jantei hj de novo. Gostoso e barato, não dá pra resistir...
Então tá bão, vou dormir... Salam pra todos!
PS: viciadíssimo nos dates, hj provei do tipo maduro, não sei qual o melhor nem qual levar pra casa...
sábado, 11 de julho de 2009
Problemas resolvidos, museu e "dates"



quinta-feira, 9 de julho de 2009
Problemas e preces



quarta-feira, 8 de julho de 2009



terça-feira, 7 de julho de 2009
Salam!
voltamos. Tá vendo esse prédio aí do lado?
Não é esse não :) é do lado desse, hehe. Essa é a Kindom Tower, maior da cidade e embaixo fica o shopping onde almoçamos.
Dia cansativo de trabalho, e o Tauha foi embora de tarde. Ele voltou pra Dubai onde vive com a família. A grande notícia hoje foi que meu visto de permanência tem validade de 2 semanas, o que significa que eu vou ter que sair do país e depois voltar denovo. Mas só por um dia no fim de semana. O Faisal me falou para ir ao Bahrein, mas o Tauha me disse pra ir à Dubai já que ele mora lá e eu comentei que gostaria de conhecer e que tinha uma prima morando lá... tomara que dê certo, vamos ver.
O que sobra de petróleo aqui falta de água... no hotel antes de eu chegar estava em falta, no escritório ontem também, e na pizzaria que jantamos ontem... também! caramba...
Ainda não me decidi se aqui é bonito ou feio, acho que os dois ao mesmo tempo... tem umas construções de primeiro mundo riquíssimas e bastante terrenos abandonados. Muita construção, e muita areia no chão. Muitas veses nas ruas não existe passeio para pedestre, e você tem que andar os lados dos carros, ou às vezes são demarcados com blocos de cimento. Na verdade não dá pra passar muito tempo nas ruas por causa do sol e do calor de 45oC.

Olha o hotel aí do lado, bonito né?
Não é esse que eu tô :) mas é pertinho! Descobri um mercadozinho e uma padaria aqui do lado... Até já aprendi os números em árabe, pra pelo menos saber o preço.
Prometo tirar fotos melhores e do pessoal da próxima vez, mas tem que ser discreto porque acho que não gostam muito.
Ma'a ElSalama!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Cheguei!
O primeiro trecho Rio/Londres rolou um "world travellers plus" que meu deu a classe executiva na faixa... great! E no check-in consegui a janelinha de Londres/Riyadh, tanta ansiedade (e o fato que faltava 20 min pra decolar) me fizeram precipitadamente comprar uma câmera digital na DutyFree do Galeão. Tá aí uma boa dica pra quem quer um péssimo negócio: Encontre câmeras bem melhores pela metade do preço desta que você acabou de comprar no DutyFree de Londres.
Tirando o detalhe, lá é legal - um shopping de marcas chics baratas, adivinha o que me chamou a atençao? Jack Daniels por 19.9 pounds (62 Reais), eita! Cameras digitais para meu desespero são muuuito baratas... Pedidos?
Não dormi nada de lá pra Riyadh. Chegando aqui é como eu esperava mesmo: muuuito estranho... nada a ver. Já no avião o piloto já assustou: "Temperatura em Ryiadh em torno de 45oC" - Quê!!!??? E é quente mesmo, mas fiquei tranquilo quando vi que tudo aqui tem ar condicionado: taxis, hotel, escritório, shopping...
O hotel é bacaninha (tirando o banheiro), e o melhor é que tem wireless de graça! Encontrei o Tauha - meu chefe deste projeto - e ele é gente boa pra caramba! Até conhece Uberlândia... No escritório o pessoal é bem legal, e a cultura aqui é bem peculiar mesmo: a maioria de camisola branca, chinelo e turbante vermelho. Rigorosamente rezam 5 vezes ao dia, voltado para Meca encima de um tapete colorido. Absolutamente nenhuma mulher. Essa diferença entre sexos é super forte aqui, até assusta. Elas se vestem (mesmo!) de burca preta mesmo no calor de 45oC e têm filas de lanchonete aparte. Por falar em lanche, comida aqui é bem barata, o que é ótimo. Hoje comi uma tijelona de salada e legumes por 15 Riyales (7,50 R$) e tem um cardápio do hotel anunciando pizza vegetariana grande por 24 Riyales (12 R$).
Agora vou sair pra jantar com o Tauha. Ele é paquistanês e disse que ia me ensinar um pouquino do islamismo. Tranquilaço que esse aqui nao se converte nem a mil chibatadas!
Depois escrevo mais. Abraço!


