terça-feira, 14 de julho de 2009

Celular, brasileiros e falafel

Olá!
Olha só agora tenho celular com chip daqui pra quem quiser me ligar, ok? :)

Ganhei um chip daqui mas meu celular é bloqueado, então tive que comprar outro. Perguntei pro Ala'a que trabalha comigo, onde eu ia achar um baratinho e ele me deu o endereço. Chegando lá é como uma 25 de Março de celulares, com um monte de aparelho usado. Mas não teve jeito de negociar não, era só eu abrir a boca e eles descobrirem que sou gringo e cobrar caro. Acabei voltando e comprando um novinho no shopping pelo mesmo preço do usado lá.

O melhor foi na volta, pegar um taxi com um cara que não falava nada de inglês. Mesmo assim ele tava muito afim de conversar... coitado, dava dó de ver ele tentando montar uma frase, hehe. Começava a falar uma palavra em inglês, depois passava para o árabe, parave me olhando como se eu adivinhasse e depois fazia "tsc" todo desapontado... Mas deu pra comunicar minimamente por gestos e dizer meu nome e que sou brasileiro. Aliás aqui o pessoal adora o Brasil! Quando falo de onde sou posso esperar que o próximo assunto é futebol... É fácil achar camisa da seleção brasileira aqui. Ae galera tamo com a moral uhúl!

Ontem fui comprar uma capinha para minha câmera e como sempre chegando lá na loja bati com a porta na cara porque era hora da prece (eu sempre esqueço). Dei mais uma voltinha e quando voltei na loja tinha algumas pessoas esperando abrir e batendo papo. Então notei que uma das conversas soava familiar, e era mesmo português! Interrompi na hora os dois brasileiros, e conversamos um tempão. Werner e Reinaldo, dois ex-pilotos da VARIG que trabalham agora pra uma companhia de aviação chamada SAMA. Eles moram em Bahrein mas trabalham aqui. Ainda tiraram onda comigo me perguntando se tinha provado a cerveja daqui, daí me disseram que realmente é proibido como outra droga qualquer.

Os dois brasileiros me esclareceram outras coisas, que me deixavam maluco tipo: como assim nenhuma lanchonete ou restaurante fica aberto da 12:30 à 1:00 mesmo com filas na porta? Só faz sentido depois de saber que existe uma polícia religiosa que fiscalisa todos os estabelecimentos nos horários das preces - fechar é obrigatório. Também entendi porque mesmo as estrangeiras usam estas roupas pretas em todo lugar - existe sim fiscalização para isso também! Que coisa não? Enfim foi ótimo conhecer os brasileiros, pena que não dá pra marcar um refrigerante na lanchonete da esquina né?

E ontem na volta pra casa, já tarde da noite resolvi enfrentar meus medos e pedir algo no "restaurante" do quarteirao de baixo. O lugar não é o que podemos chamar de agradável nem de limpo, o dono não é, digamos, muito bem apessoado e muito menos o cozinheiro. Mas eu tinha que jantar. No cardápio tem até fígado, mas vi que também tem sanduíche de falafel (um bolinho de grão de bico). Pedi um grande e não acreditei quando o cara me disse que era 3 Riyales (tipo 1,50R$?) - que medo. E o melhor de tudo é que é uma delícia hehehe, muito gostoso, recheado com bastante falafel, salada, ovo cozido, e até batata frita dentro (!), em um pão sírio muuuito gostoso. Êita nois! Nem precisa falar o que eu jantei hj de novo. Gostoso e barato, não dá pra resistir...

Então tá bão, vou dormir... Salam pra todos!

PS: viciadíssimo nos dates, hj provei do tipo maduro, não sei qual o melhor nem qual levar pra casa...

Nenhum comentário:

Postar um comentário